Em
alguns, funcionaria melhor do que no nosso. Cada planeta tem um
gigantesco eletroímã no seu interior, gerado por metais liquefeitos
chacoalhados pelo movimento de rotação. Com são bons condutores,
fazem circular grandes cargas elétricas. “É essa eletricidade em
movimento que atrai a agulha das bússolas para o norte”, explica o
astrônomo Augusto Damineli Neto, da Universidade de São Paulo. Nos
planetas maiores – Júpiter, Saturno, Urano e Netuno -, a
quantidade de metais no núcleo é enorme e, por isso, a atração
magnética também é, o que faria as bússolas trabalharem melhor.
Aqui na Terra, um astro menor e, portanto, com menos metal, o campo
não é tão forte e está sujeito a interferências. Se você
estiver sobre uma mina de ferro, por exemplo, ele atrairá a agulha.
Se você precisar viajar para mercúrio, Vênus, Marte ou Plutão,
que são ainda menores, esqueça bússola. Ela vai estar tão sujeita
a interferências que não será confiável (Super, 08/1999).
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