O corpo humano usa diversas estratégias para manter sua temperatura em torno de 36,5 ºC. Quase sempre ela oscila menos de 1 ºC ao longo de 24 horas. Essas estratégias compõem o sistema termorregulador, que trabalha para evitar tanto o resfriamento corporal quanto o seu aquecimento, e procura manter um estado de conforto térmico.
Extremos de temperatura exigem ações potentes do sistema termorregulador. Temperaturas ambientais altas – ou atividade corporal em ambientes relativamente quentes – acionam um poderoso mecanismo de resfriamento: a evaporação de água. É uma experiência comum a sensação de suar nessas situações. O suor é uma secreção de glândulas da pele composto por água e sais (especialmente cloreto de sódio), que se evapora em contato com o ar, dissipando o calor excessivo. Na verdade, a sudorese (produção de suor) é a única forma eficiente de resfriamento em ambientes com temperatura próxima ou superior à temperatura corporal, ou capaz de eliminar o calor produzido pela atividade muscular. Para sustentar a produção de suor, os vasos sanguíneos da pele se dilatam, produzindo outra experiência comum, a de estar com a pele quente e avermelhada.
O excesso de calor e as respostas termorreguladoras para o resfriamento corporal podem causar estresse térmico: sensação de desconforto, câimbras, inchaço nos membros inferiores e desmaios. Mas esses efeitos podem ser facilmente revertidos com hidratação adequada e mudança para um local mais fresco: Os problemas se tornam progressivamente mais graves à medida que a desidratação por causa do suor e a falha no resfriamento do corpo não impedem mais o aumento da temperatura corporal (hipertermia), resultando em exaustão térmica e choque térmico por calor. Eles causam confusão mental, dor de cabeça, tontura, náusea, aceleração do coração, queda da pressão arterial e vômitos. E quando a temperatura corporal atinge 40 ºC ou mais, a pessoa pode ter convulsões, trombose, hemorragia e lesões nos rins, fígado e cérebro. Mesmo com intervenções rápidas e adequadas para o resfriamento, como bolsas de água fria, essas lesões podem levar a problemas mais sérios e, mesmo, causar a morte, até vários dias depois do episódio de hipertermia (Maria Montserrat Diaz Pedrosa, Departamento de Ciências Fisiológicas, Universidade Estadual de Maringá).
Extremos de temperatura exigem ações potentes do sistema termorregulador. Temperaturas ambientais altas – ou atividade corporal em ambientes relativamente quentes – acionam um poderoso mecanismo de resfriamento: a evaporação de água. É uma experiência comum a sensação de suar nessas situações. O suor é uma secreção de glândulas da pele composto por água e sais (especialmente cloreto de sódio), que se evapora em contato com o ar, dissipando o calor excessivo. Na verdade, a sudorese (produção de suor) é a única forma eficiente de resfriamento em ambientes com temperatura próxima ou superior à temperatura corporal, ou capaz de eliminar o calor produzido pela atividade muscular. Para sustentar a produção de suor, os vasos sanguíneos da pele se dilatam, produzindo outra experiência comum, a de estar com a pele quente e avermelhada.
O excesso de calor e as respostas termorreguladoras para o resfriamento corporal podem causar estresse térmico: sensação de desconforto, câimbras, inchaço nos membros inferiores e desmaios. Mas esses efeitos podem ser facilmente revertidos com hidratação adequada e mudança para um local mais fresco: Os problemas se tornam progressivamente mais graves à medida que a desidratação por causa do suor e a falha no resfriamento do corpo não impedem mais o aumento da temperatura corporal (hipertermia), resultando em exaustão térmica e choque térmico por calor. Eles causam confusão mental, dor de cabeça, tontura, náusea, aceleração do coração, queda da pressão arterial e vômitos. E quando a temperatura corporal atinge 40 ºC ou mais, a pessoa pode ter convulsões, trombose, hemorragia e lesões nos rins, fígado e cérebro. Mesmo com intervenções rápidas e adequadas para o resfriamento, como bolsas de água fria, essas lesões podem levar a problemas mais sérios e, mesmo, causar a morte, até vários dias depois do episódio de hipertermia (Maria Montserrat Diaz Pedrosa, Departamento de Ciências Fisiológicas, Universidade Estadual de Maringá).
Ciência Hoje (405), dezembro de 2023.
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