A condição mais perigosa para o bem-estar térmico de uma pessoa é um ambiente muito quente e muito úmido. Isso porque a umidade dificulta a evaporação de água, que é a principal forma que o corpo humano tem para evitar o aquecimento. À medida que o corpo vai ficando sobrecarregado com calor, a hipertermia se instala e vai se agravando.
Qualquer atividade física nessas condições representa um fardo adicional para os mecanismos corporais de controle da temperatura, já que os músculos ativos podem produzir quantidades muito grandes de calor. Dentro do termo “atividade física” estão a prática de esportes – especialmente os de maior duração, como corrida, jogos de equipe, ciclismo – e atividades de trabalho, como construção civil, cozinhas e lavanderias industriais.
Fatores adicionais podem ameaçar ainda mais o controle térmico e resultar em hipertermia. Primeiro, quando o indivíduo está exposto ao sol, há um ganho adicional de calor pela radiação solar. Segundo, ambientes com pouca ou nenhuma circulação de ar também prejudicam a evaporação de suor e o resfriamento. Terceiro, roupas que dificultam ou impedem a perda de calor corporal também podem ser um agravante. Há que se considerar que, em diversos casos, a vestimenta de trabalho deve obedecer a requisitos de segurança e proteção do trabalhador, higiene do local de trabalho, entre outras, mas ao mesmo tempo pode ser inadequada do ponto de vista térmico, aumentando o risco de episódios de estresse térmico ou exaustão por calor. E finalmente, em climas quentes, espaços de grande aglomeração de pessoas podem ficar ainda mais aquecidos. Associados à baixa circulação de ar e à ingestão insuficiente de líquidos pelas pessoas, esses locais podem se tornar um estopim para episódios frequentes de estresse térmico e hipertermia (Maria Montserrat Diaz Pedrosa, Departamento de Ciências Fisiológicas, Universidade Estadual de Maringá).
Qualquer atividade física nessas condições representa um fardo adicional para os mecanismos corporais de controle da temperatura, já que os músculos ativos podem produzir quantidades muito grandes de calor. Dentro do termo “atividade física” estão a prática de esportes – especialmente os de maior duração, como corrida, jogos de equipe, ciclismo – e atividades de trabalho, como construção civil, cozinhas e lavanderias industriais.
Fatores adicionais podem ameaçar ainda mais o controle térmico e resultar em hipertermia. Primeiro, quando o indivíduo está exposto ao sol, há um ganho adicional de calor pela radiação solar. Segundo, ambientes com pouca ou nenhuma circulação de ar também prejudicam a evaporação de suor e o resfriamento. Terceiro, roupas que dificultam ou impedem a perda de calor corporal também podem ser um agravante. Há que se considerar que, em diversos casos, a vestimenta de trabalho deve obedecer a requisitos de segurança e proteção do trabalhador, higiene do local de trabalho, entre outras, mas ao mesmo tempo pode ser inadequada do ponto de vista térmico, aumentando o risco de episódios de estresse térmico ou exaustão por calor. E finalmente, em climas quentes, espaços de grande aglomeração de pessoas podem ficar ainda mais aquecidos. Associados à baixa circulação de ar e à ingestão insuficiente de líquidos pelas pessoas, esses locais podem se tornar um estopim para episódios frequentes de estresse térmico e hipertermia (Maria Montserrat Diaz Pedrosa, Departamento de Ciências Fisiológicas, Universidade Estadual de Maringá).
Ciência Hoje (405), dezembro de 2023.